sexta-feira, 9 de maio de 2008

O TEMPO

O que é o tempo. Um conceito abstrato de medida? Não sei. Muita gente já falou sobre ele, e eu não sou a mais qualificada. Como eu sinto o tempo? Isso eu posso dizer. Neste ano que se encerra para mim, afinal hoje é meu 31 de dezembro de 28, ganhei meus primeiros cabelos brancos. Não diz muito, mas diz alguma coisa. Meu tempo ainda é progressivo, não estou indo ao encontro do fim, mas apenas caminhando a partir do início. Contudo percebo meu primeiro sinal físico de que não há mais volta. Meus cabelos não escurecerão mais, apenas clarearão. Provavelmente existem muitas outras coisas em mim que não têm mais volta, mas meus cabelos eu posso ver no espelho, as pessoas podem ver ao olhar para mim, e vêem que cheguei em um estágio que não tem mais volta. Voltar para onde? Ir para onde? Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Este é o enigma da esfinge. Decifra-me ou devoro-te. Será que devemos saber para onde ir, e ao lá chegarmos decretamos o fim, ou devemos seguir indo, sem saber que estamos indo em direção ao fim? Será que temos um vir à ser (vir a se tornar) ou apenas estamos no mundo? Mais gente mais qualificada do que eu falou sobre isso, e eu não gosto de respostas, mas apenas de perguntas.

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